As cartas da Luz revelam apenas aquilo que lhes foi perguntado.

Elas não arrancam segredos ocultos.

Não ampliam respostas.

Não expõem aquilo que seus portadores desejariam esconder.

A verdade obtida será suficiente.

Mas nada além disso.

Quanto menor for a verdade que se deseja obter, menor é a verdade colocada na balança.

E você...

Para obter uma resposta…

Você se contentaria em conhecer apenas aquilo que fosse necessário?

— Aceitaria permanecer ignorando aquilo que não foi perguntado?

— Aceitaria deixar certas respostas nas sombras?

Se a resposta for sim, você escolheu o naipe correto.

Mas isso não significa que escolheu a carta correta.

Farol

“Nem toda escuridão precisa ser vencida.”

O Farol exige constância.

Há homens que só conseguem continuar enquanto enxergam claramente o destino.

Há outros que desistem quando percebem a extensão da noite.

Mas o Farol não existe para expulsar as trevas.

Existe para impedir que aqueles que caminham se percam dentro delas.

Quem domina o Farol compreende que uma pequena luz é suficiente.

Quem falha diante dele transforma a ausência de claridade em motivo para abandonar a jornada.

Reflita...

Se esta carta estivesse em suas mãos…

— Você continuaria avançando mesmo sem possuir todas as respostas?

— Conseguiria permanecer fiel ao caminho quando tudo ao seu redor parecesse escuro?

— Ou a ausência de certezas consumiria a sua esperança?

Palavras de Valhir

“Os homens imaginam que a luz existe para destruir a noite, ladino. Tolos. Nenhuma chama é grande o suficiente para isso. O Farol não foi criado para vencer as trevas. Foi criado para impedir que os homens se esqueçam de para onde estavam indo.”

Você acabou de conhecer uma das cartas do Jogo das Sombras. No universo de Sombras da Aurora, essas cartas não são apenas símbolos.

Elas influenciam decisões, revelam personalidades e podem alterar destinos. Talvez a pergunta não seja qual carta você recebeu. Talvez a pergunta seja por que justamente esta carta encontrou você.